Uma Mulher de Aço Coração Valente e Alma de Atleta Edilaine Vidotto Rech

EDILENEUm ano de conquistas e superação. Um ano de Meta!

“Superar as dores físicas e a idade é um desafio constante nos últimos 3 anos”. Assim resume a atleta de marcha atlética Edilaine Vidotto Rech que marcha desde o final da adolescência.

“A marcha atlética escolhe a gente, e isso faz parte de um processo longo de aprendizado. É uma prova que permite a longevidade em sua prática, porque é exatamente a experiência que produz qualidade técnica.”IMG_2192667339133

Para quem não conhece, a marcha atlética é um movimento passo a passo, de maneira que, ao caminhar durante toda a prova, o atleta deve manter um dos pés no chão, e mais: ao dar cada passo, a perna que avança deve estar reta. Para que esse movimento em progressão seja possível, há necessidade de rodar o quadril, o que causa um “requebrar” como conseqüência. Geralmente as provas são disputadas nas ruas e as distâncias são de 2 a 50km. A prova é conhecida por ter a maior distância nas olimpíadas.

ATLETISMO PEDE PAZ A atleta, que teve uma brilhante participação no XX World Master Athletics Championship , o mundial da categoria master, realizado pela primeira vez no Brasil como evento teste para a Copa do Mundo de Futebol, repetiu um desempenho bom, apesar de não ter conquistado medalhas, no XXI Mundial em Lyon, França. No Brasil foram 4 medalhas: 5, 10 e 20km Marcha Atlética, e ouro por equipe nos 20km da mesma prova. Em Lyon, um 6º e 5º lugares nos 10 e 20km respectivamente, garantido a vaga para o Mundial em Perth, na Austrália.WMA 2015 - 3

“Esse mundial teve gosto de superação em todas as provas. Tive problemas gástricos por conta de uma bactéria e muitos vômitos durante os 10 e os 20km. Marchei entre as 5 primeiras por um bom tempo, mas o corpo foi vencido pela perda de nutrientes e líquidos, o que gera um esgotamento intenso do corpo. É muito ruim perder medalhas quando elas estão tão perto, mas faz parte do ser atleta. Importa é superar!”

Após a volta foi preciso um tratamento longo para recuperar a saúde, e ainda assim arrebatou medalhas no Campeonato Estadual Paranaense e Jogos Abertos do EDILENEParaná, além do Troféu Brasil Master, campeã absoluta. Infelizmente os problemas com a saúde interromperam  o desafio maior da carreira, que deveria acontecer em Santee, na Califórnia, em Novembro de 2015. “Recebi um convite para participar da prova dos 50km para mulheres nos Estados Unidos e o preparo seguiu dentro do esperado, mas foi preciso reestruturar o planejamento depois dos problemas com a saúde”. Agora, o desafio será para este ano, provavelmente na Europa, e o foco é trabalhar o projeto “Eu Me Movo de Novo”, que visa promover a mobilidade física das pessoas da nossa cidade e região que passaram por alguma situação que trouxe limitação física. O trabalho será veiculado na mídia, mostrando como é o preparo para o desafio de uma mulher fazer uma prova tão desgastante, e contará com a participação de pessoas que tem superado a deficiência física todos os dias. A própria atleta que foi cadeirante na infância tem isso como meta, superação. “Tive alguns anos difíceis na infância por conta de um acidente grave com fogo,20150606_104127 e passei por intervenções cirúrgicas diversas. Foi preciso reaprender a andar, além de superar as cicatrizes. O esporte foi o caminho mais rápido, aliado a minha fé.”

A atleta segue a frente do Instituto MetaHum, um trabalho de missão urbana que tem como foco o social participativo e pró-ativo. No seu primeiro projeto, acontece a Escola de Atletas, focada no contra-turno escolar para crianças de 11 a 17 anos. No projeto elas participam de atividades da área do saber que inclui xadrez, informática, música clássica, inglês, formação social e a prática do atletismo. “Formar cidadãos é a meta do trabalho do instituto. Se daqui sair um grande atleta, ficaremos muito felizes, mas saindo cidadãos conscientes e abertos para o futuro, teremos alcançado nosso objetivo.”

DSC_0177 Hoje o trabalho conta com o apoio do Escritório Tiradentes, do Sindirural, CDS Informática, Vilela, Dr. João Gatti, Academia Pró-Saúde, SEMED, FECOP, UTFPR, além do empresário Pedro Lopes, que é um entusiasta do esporte no Brasil.

A atleta e gestora do Instituto lembra que frutos já tem sido colhidos, que já são do trabalho que tem como professor o profissional Daniel Ramires, diariamente, e a professora Flavia Silva que tem dado um apoio, além do incentivo do professor Paulino, que é outro entusiasta do esporte para o social. “Nossas crianças já tem obtidos resultados importantes nas corridas de rua e algumas provas de pista, e este ano passam, oficialmente, a representar o município e o Estado como atletas junto à Confederação Brasileira de Atletismo”.DSC_0181

Este ano a atleta encerrará suas participações na categoria adulto e passará a integrar exclusivamente a categoria máster, mas sente-se feliz por saber que o esporte continuará através do trabalho de sua equipe: “Sou professora e sei a realidade das nossas crianças, da nossa cidade e do nosso país. Precisamos começar de baixo a movimentar nossas bases e mexer com os alicerces do local onde vivemos. Se não dermos o primeiro passo para a mudança, nos tornamos como os que tem gerido nosso país: fracos, conformados e prostrados”!

12291944_729939257136545_315611149513933649_oNos dias 28 e 29 a atleta estará no evento teste das olimpíadas no Rio de Janeiro para participar da Copa Brasil de Marcha Atlética, e deverá ter um aluno da Escola de Atletas representando o município e a equipe juntamente com ela.

“Cornélio Procópio tem coisas boas. Só precisamos enxerga-las e investir. O resto é colheita boa”

Edilaine Vidotto Rech 

 

This entry was posted in Uncategorized. Bookmark the permalink.
Comente